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POR THIAGO MAGALHÃES FOTOS FABIO HEIZENREDER
Quando o assunto é beleza, cada um tem suas próprias definições. No entanto, por mais que essa percepção seja individual e fruto da experiência de vida, ela também recebe uma forte influência do meio social. A sociedade cria e dissemina referências culturais que, em maior ou menor grau, acabam moldando nossa opinião sobre o que é belo. São os chamados padrões de beleza.
É manejando essas referências que cada um de nós constrói sua identidade. “O indivíduo incorpora coisas, valores e comportamentos que fazem sentido para ele e rejeita outros. Nesse jogo de aproximação e repulsa, ele dialoga o tempo todo com os padrões, se adequando ou fugindo deles”, explica a antropóloga Anna Paula Vencato, doutoranda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os padrões de beleza são valores culturais. Portanto, variam conforme o momento histórico, a região e o contexto social. Mesmo dentro de um grupo, existem consensos e divergências quando o assunto é aparência. No meio gay, por exemplo, a imagem do corpo sarado enfeita festas e revistas, mas é contestada por alguns grupos, como os ursos (bears), que reagem a esse padrão e procuram afirmar seu próprio ideal de beleza. Engana-se, porém, quem pensa que a discussão se encerra no plano estético.
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