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Posted 01 Jun, 2009
POR IVAN MATTOS FOTO JOHN GRESS/CORBIS
Desde que os ambientes gays começaram a ser invadidos por tribos atraídas por um espaço
mais arejado e relaxado, por um clima de menos concorrência e menos exigências sociais
e comportamentais, estão ruindo alguns tabus da sexualidade. Grandes casas noturnas mundo afora adoram exibir o rótulo de friendly, cool, mix e mil outras denominações, abrigando gente disposta a ver o outro lado do muro de seu próprio comportamento sexual, enquanto bebem e sacodem
nas pistas sem neuras.
Nessa vibe, homens ditos heterossexuais podem provar o gosto de um gay que ele conhecia da academia e que sempre suspeitou ser delicioso. Ou aquela moça desinibida que sente o coração bater descompassado quando o colega assumidamente gay de seu escritório passa a lhe dar o maior mole de uma hora para outra. Cada vez mais comum esse tipo de abordagem, quem está disposto a viver novos formatos de relações hoje em dia sucumbe aos apelos extremos dessas experiências. Ainda que elas não sejam definitivas – afinal, o que é definitivo no campo da sexualidade? Absolutamente nada, conforme analisa a terapeuta e sexóloga Lúcia Pesca, que enxerga uma grande confraternização de sexualidades nos locais de balada. “É cada vez mais comum verificar que heterossexuais
e homossexuais dividem os mesmos espaços e se relacionam com maior frequência e facilidade.
Isso é maravilhoso. Os héteros que se relacionam com gays aceitam muito mais a sua própria
sexualidade”, salienta.
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