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Posted 01 Jun, 2009
POR DANAE STEPHAN FOTOS JORGE FIGUEIREDO S.
É sempre um prazer conversar com Costanza Pascolato, nem que seja por cinco minutos, entre um desfile e outro das semanas de moda. Conseguir, então, reservar quatro horas inteiras de bate-papo dentro de uma agenda tomada por reuniões de negócios, ginástica, viagens e desfiles é um privilégio. Se ela tem consciência disso, não deixa transparecer. Sua simpatia, seu bom humor e sua elegância sem esnobismo fazem qualquer pobre mortal se sentir um pouquinho especial.
Foi com essa simplicidade autêntica que Costanza recebeu a reportagem de DOM em seu apartamento, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. Aos 70 anos, ela se sente livre para dizer o que vem à cabeça, de morte a sexo – ou a falta dele. Fala de sua admiração pelos gays, conta casos de infância, elogia o físico e o estilo do fotógrafo e permeia tudo com tiradas irônicas. O bom humor, aliás, é uma de suas características mais fortes. Sim, Costanza é engraçada. E cheia de conteúdo.
Se fala de moda, é com contexto histórico. Seu trabalho na tecelagem da família, a Santa Constância, faz com que se interesse por política e economia. Cultiva hábitos saudáveis, que incluem alimentação balanceada e muita malhação. E preenche as poucas horas vagas com cultura – música é uma de suas paixões. Eclética, tem na estante um mix muito louco de CDs: White Stripes, Cansei de Ser Sexy e Franz Ferdinand convivem em harmônica dissonância com Debussy e Bach.
É a cara dela. Por trás dos modos de nobre, Costanza esconde uma rebeldia insuspeita.
Confira a entrevista completa na DOM de junho, já nas bancas!