Revista DOM


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Prazeres profissionais
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As sensações do sexo pago

Posted 02 Jun, 2009
Identidade . edição 13 . 02 Jun, 2009

POR THIAGO MAGALHÃES  FOTO ED FREEDMAN

Tem que guardar dinheiro, gato! Senão não sobra para pagar o michê na velhice!” O comentário, que provocou risos entre os amigos reunidos em um bar paulistano, reflete uma crença arraigada no meio gay: pagar por sexo é para quem está no fim da linha, sem autoestima, um recurso desesperado contra a solidão. O estigma em torno da dita “profissão mais antiga do mundo” ainda persiste, mas a realidade está mudando. É cada vez mais comum encontrar homens jovens, bonitos e de bem consigo próprios que não hesitam em explorar as possibilidades oferecidas pelo sexo com garotos de programa. Sem culpa ou dramas de consciência.

Se a oferta de sexo no meio gay é farta e não há dificuldades para consegui-lo de graça, o que leva esses rapazes a optar pelos serviços de um boy (como os garotos de programa preferem ser chamados)? O primeiro motivo a ser destacado é a praticidade. Com um GP, não é preciso gastar tempo com a “dança do acasalamento”, o ritual de sedução que envolve o contato com um novo parceiro.

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