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Posted 01 Jun, 2009
POR VICTOR BARROCO
Era uma tarde quente e úmida do dia 27 de junho de 1969. O tempo estava fechado na cidade de Nova York. Não só pelas nuvens que cobriam o céu e anunciavam uma tempestade mas também pelo velório de uma figura das mais queridas: a atriz e cantora Judy Garland, morta aos 47 anos por overdose de tranquilizantes. Milhares de pessoas davam o último adeus à eterna Dorothy de O Mágico de Oz, que partira antecipadamente para o mundo utópico de Over the Rainbow – espécie de hino da libertação gay. “Foi um dia muito triste. A maioria dos gays foi direto para os bares beber. Judy era assunto em todas as conversas e seus discos eram tocados à exaustão”, relembra Williamson Henderson, 57 anos, presidente da Associação de Veteranos de Stonewall.
Naquela mesma noite, no entanto, uma invasão policial no pacato e desconhecido bar The Stonewall Inn mudaria esse panorama. O chororô deu lugar à raiva e ao senso de justiça. Resultado: protestos violentos contra a polícia nova-iorquina, que viu, pela primeira vez na história, a força dos amigos órfãos de Dorothy.
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