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Edição 2 > Fitness
Na correria...
Esqueça o trânsito congestionado, o chefe mala, a briga com o namorado, a falta de grana: ponha shorts e corra. Dos trotes às largas passadas, correr é um santo remédio
Taís Lambert
Tudo bem, eu sei: não é tão simples assim pular da cama com o sol raiando e ganhar as ruas em estilo Paul Tergat. Quem trabalha dez horas por dia, passa mais duas no trânsito, estuda e, ainda, carrega uma listinha de outros infindáveis compromissos para serem cumpridos diariamente sabe bem disso. Mas, cá entre nós, já que a gente arranja tempo para tudo isso... Nos últimos anos, a corrida popularizou-se consideravelmente. As ruas e os parques têm recebido uma massa de corredores de todas as idades e com os mais diversos objetivos. Seja para emagrecer, seja para ganhar resistência ou, simplesmente, para se divertir, a consciência dos benefícios desta atividade física - boa e barata, diga-se - tem tirado muito bumbum da cadeira. Mais um motivo para prestar atenção à modalidade: não é só porque é totalmente acessível que você pode sair por aí brincando de maratonista. Nem pense nisso.
"Antes de começar correr, é necessário fazer uma avaliação clínica competente, que inclui: eletrocardiograma, teste ergométrico e, para os que têm mais de 35 anos, é essencial saber como estão o colesterol, a glicemia e o triglicérides", enfatiza o Dr. Nabil Ghorayeb, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, um dos maiores especialistas em cardiologia e medicina do esporte no Brasil. De forma geral, todos podem correr, a não ser que haja algum impedimento de ordem ortopédica ou cardiovascular, por exemplo. "Se a corrida for adotada como exercício físico de intensidade, com o qual se pretende cumprir um objetivo, ela deve ser acompanhada por um profissional de educação física. Além da avaliação inicial dos níveis de gordura e resistência, este profissional orientará os treinos de acordo com as necessidades e o progresso do corredor", ressalta Francisco Pitanga, doutor em Saúde Pública e professor de Educação Física da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Por lá, a moda são os clubes de corrida. As pessoas vão a consultórios de profissionais de educação física, recebem treinos e são integradas a um grupo, o que ajuda na hora em que bate aquela preguiça de correr. "Meu vizinho corre 10km em uma hora, vou treinar com ele amanhã."
Nada disso! "Corrida não é receita de bolo, há de serem respeitadas a diversidade biológica e a individualidade. Para ficar em apenas um exemplo, o retorno do impacto no chão nas articulações pode causar problemas gravíssimos e adiar os treinos por um tempão", alerta Pitanga. Também é fundamental fazer um treinamento de resistência muscular. Segundo Pitanga, a corrida trabalha os sistemas cardiovascular e respiratório, mas não o muscular. "Complementar com musculação duas ou três vezes por semana é essencial para aumentar a força e a potência, além de ajudar no equilíbrio e na postura", diz. Dentre os inúmeros benefícios da corrida, o Dr. Ghorayeb chama a atenção para "o controle do peso, do diabetes, dos níveis de colesterol e triglicérides, o aumento da capacidade cardiorrespiratória e a resistência contra doenças. Um indivíduo ativo, que corre tem quase 50% a mais de chances de se curar de uma pneumonia, por exemplo, do que um outro que não faça atividade física".
Dizem que a corrida "vicia". "Ao correr, o sistema nervoso central libera endorfina, substância que altera o metabolismo causando bem-estar e sensação de euforia", explica o professor da UFBA. Daí a brincadeira com a dependência. Nabil Ghorayeb é enfático: "Atividade física não é vacina: enquanto você faz, ela funciona. Se parar, os efeitos positivos também cessam". De repente, sair desbravando o mundo logo de manhã não seja assim tão mau...
"Antes de começar correr, é necessário fazer uma avaliação clínica competente, que inclui: eletrocardiograma, teste ergométrico e, para os que têm mais de 35 anos, é essencial saber como estão o colesterol, a glicemia e o triglicérides", enfatiza o Dr. Nabil Ghorayeb, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, um dos maiores especialistas em cardiologia e medicina do esporte no Brasil. De forma geral, todos podem correr, a não ser que haja algum impedimento de ordem ortopédica ou cardiovascular, por exemplo. "Se a corrida for adotada como exercício físico de intensidade, com o qual se pretende cumprir um objetivo, ela deve ser acompanhada por um profissional de educação física. Além da avaliação inicial dos níveis de gordura e resistência, este profissional orientará os treinos de acordo com as necessidades e o progresso do corredor", ressalta Francisco Pitanga, doutor em Saúde Pública e professor de Educação Física da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Por lá, a moda são os clubes de corrida. As pessoas vão a consultórios de profissionais de educação física, recebem treinos e são integradas a um grupo, o que ajuda na hora em que bate aquela preguiça de correr. "Meu vizinho corre 10km em uma hora, vou treinar com ele amanhã."
Nada disso! "Corrida não é receita de bolo, há de serem respeitadas a diversidade biológica e a individualidade. Para ficar em apenas um exemplo, o retorno do impacto no chão nas articulações pode causar problemas gravíssimos e adiar os treinos por um tempão", alerta Pitanga. Também é fundamental fazer um treinamento de resistência muscular. Segundo Pitanga, a corrida trabalha os sistemas cardiovascular e respiratório, mas não o muscular. "Complementar com musculação duas ou três vezes por semana é essencial para aumentar a força e a potência, além de ajudar no equilíbrio e na postura", diz. Dentre os inúmeros benefícios da corrida, o Dr. Ghorayeb chama a atenção para "o controle do peso, do diabetes, dos níveis de colesterol e triglicérides, o aumento da capacidade cardiorrespiratória e a resistência contra doenças. Um indivíduo ativo, que corre tem quase 50% a mais de chances de se curar de uma pneumonia, por exemplo, do que um outro que não faça atividade física".
Dizem que a corrida "vicia". "Ao correr, o sistema nervoso central libera endorfina, substância que altera o metabolismo causando bem-estar e sensação de euforia", explica o professor da UFBA. Daí a brincadeira com a dependência. Nabil Ghorayeb é enfático: "Atividade física não é vacina: enquanto você faz, ela funciona. Se parar, os efeitos positivos também cessam". De repente, sair desbravando o mundo logo de manhã não seja assim tão mau...
Modelo: Ricardo Fischer (Elite), produção: Ana Paula Amaral, beleza: Dagmar Arca (Ev Beleza), short: Mizuno, bermuda: Reebok, tênis: Nike e Reebok, regata: Adidas, relógio e freqüencímetro: Timex, iPod shuffle. Agradecimento e locação: academia Bioritmo



