Ele não faz o tipo que tem... Paulo CabralEle não faz o tipo que tem papas na língua. Fala sobre tudo com sinceridade

 
 
Edição 3 > Entrevista

O gay tem de se dar mais respeito

Para o universo gay, o sócio da The Week dispensa apresentações. Nestas páginas, contudo, DOM procurou revelar outro André, que sabe separar a "pessoa jurídica" da "pessoa física". E o que ele tem a dizer o faz sem papas na língua

Por Jorge Tarquini

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Seu nome inteiro é longo, prova sua ascendência japonesa, portuguesa e italiana, e só os amigos mais próximos conhecem - e são poucos, acredite. Sua origem, contudo, é sabida: está a 521 quilômetros de São Paulo, na cidade de Birigüi, de onde saiu aos 19 anos para fazer da capital seu novo lar, um lugar no qual se sente "livre no mundo". E foi essa liberdade que o fez jogar-se em tudo o que resolveu encarar: o curso de hotelaria, que o levou a trabalhar na Venezuela e na Isla Margarita pela cadeia Hilton; e, na volta, a carreira de assessor de imprensa, pelas mãos de profissionais do calibre de César Semensato (com forte atuação nas cenas eletrônica e GLS de São Paulo) e sob as bênçãos de Mário Canivello (assessor carioca que atende grandes estrelas do showbizz).

Isso até conhecer Paulo Borges (criador do São Paulo Fashion Week) e ganhar seu green card para o universo da moda - por seus próprios méritos, como o de falar inglês e espanhol, ciceroneando no então Morumbi Fashion um time da pesada da imprensa de moda internacional, capitaneado por Stephen Gan (diretor criativo da exclusivíssima revista Visionaire) e Isabella Blow (inglesa que fez carreira como editora de moda na Vogue inglesa e no Sunday Times britânico, que se suicidou em maio do ano passado).
Passou um tempo com Gisele Najar (ex-assessora de Paulo Borges) e Christiane Caterina na área internacional da Press Code, o bastante para tocar ainda quatro edições do São Paulo Fashion Week. Com facilidade para "influenciar pessoas e fazer amigos", em 2001 resolveu comemorar seu aniversário no antigo Ultralounge (boate gay paulistana).

A presença maciça de VIPs e descolados originou o convite para organizar uma noite de sábado por mês na casa, a Jet Lounge, convidando pessoas bacanas para serem DJs. A estréia foi Marcelo Sebá (um dos fundadores da agência BlushBranding). "Ele é meu pé-quente", diz André, justificando por que, até hoje, tudo o que faz tem o amigo como primeiro convidado. Onde cabiam 500 pessoas, André colocou 900, logo de cara.
Finda a encarnação de assessor, nasceram a Almada Produções, com a produção de grandes eventos, e as festas Toy (label party de São Paulo que surgiu em abril de 2004) - "que cresceram até virar a The Week", nas palavras do criador da boate gay mais falada e conhecida do Brasil. O resto virou história, que todo mundo em São Paulo, no Rio e, desde fevereiro, em Florianópolis já conhece bem. E que a Espanha também vai conhecer em breve. Mas DOM foi buscar o homem em que se transformou aquele garoto que, 16 anos atrás, desembarcou na Paulicéia.

Na véspera de seu 35º aniversário, no final de fevereiro, ele nos recebeu em seu belo apartamento no bairro dos Jardins para uma conversa franca - às vezes até demais, ressalte-se -, regada a chá verde adoçado com mel e pela trilha sonora dos chamados constantes no rádio ou no celular. Afinal, o empresário André Almada, que hoje emprega 400 pessoas diretamente, consome boa parte do dia (e da noite) do homem André Almada.

Depois que a noite virou seu ganha-pão, você continua a curtir a noite?
Eu acabei me recolhendo. Chega uma hora em que você se desgasta, é um trabalho desgastante. Por isso que eu quase nem saio mais. Nem para eventos. Recebo um monte de convites para lançamentos, festas... Estou mais quieto. A noite cansa muito. Você vai sempre encontrar as mesmas pessoas. Às vezes tem um evento bacana e a gente vai, para prestigiar os amigos. Da mesma forma como eles me prestigiam, o mínimo que posso fazer é prestigiar de volta. Hoje eu não vivo a noite, eu vivo da noite. Até por uma questão de postura. Como posso cobrar postura de um cliente dentro da minha boate se eu faço exatamente o mesmo que ele? Ficar louco, inconveniente... Não posso ser assim.

Você já teve essa postura tresloucada alguma vez?
Toda pessoa que sempre freqüentou a noite a curte como ela é. Eu sempre curti, saí com amigos, mas nunca fui de me exceder em nada. Como empresário e promoter, vejo que algumas pessoas acabam sendo inconvenientes. Um dia eu vou fazer uma cartilha de boas maneiras da noite. (risos) Noite não é para ficar de conversinha, por exemplo. Você vai a uma balada, com música alta, não vai lá para ficar conversando, vai para se divertir, dançar, beber, para estar junto dos amigos. Há pessoas inconvenientes, que ficam bêbadas, grudam em você e ficam lá, com 50 quilos em cima do teu ombro e do pescoço, com um perfume superforte, te alugando... Lá é meu trabalho. Eu não estou lá para me divertir, mas para ajudar a todos e coordenar tudo.

Mas você se diverte com seu trabalho?
Não! (enfático) Não me divirto, mas tenho o maior tesão no meu trabalho. E consegui trabalhar com o que gosto. Eu amo o que faço. Mas, enquanto eu estiver lá na balada, estarei atento a tudo. Se tem pessoa passando mal, se tem gente que está causando problemas, se o som está ruim, se o DJ está tocando bem, se a iluminação está bem feita, se o banheiro está limpo, se é o chão que está sujo, se a operação em geral está funcionando, se tem alguma reclamação de cliente. Como eu sou muito acessível e sou um ponto de referência dentro da boate, elas acabam vindo muito a mim, para falar comigo, para dar opinião, para fazer queixas. Estou lá de prontidão para as pessoas. A noite inteira eu estou trabalhando, então eu não curto.

Uma das coisas que mais se ouve na fila da The Week, quando se tenta algum privilégio, como não pegar fila, é: "sou amigo do André", "chama o André". Como é ter tantos "amigos"?
Na verdade, todo mundo é meu amigo ou fala que é meu amigo. Como sou muito acessível a todas as pessoas, a maioria eu realmente reconheço, por sempre estar nos eventos, em todo esse tempo no qual eu já trabalho com a noite, são familiares de algum modo para mim. Geralmente sei o nome da maioria. Eu tenho facilidade para gravar nomes e sobrenomes: é a minha forma de identificar as pessoas pelo nome completo.

Mas na noite você deve ser alvo de pessoas que se julgam íntimas a ponto de lhe contar intimidades, segredos...
(risos) Sim, tem bastante gente que vem falar do outro, muita fofoquinha. Mas não sou um leva-e-traz, jamais serei. Respeito a privacidade das pessoas.

Muita gente se refere a você como "Rei da Noite". Isso o ofende de alguma maneira?
Acho que não tem de existir esse rótulo de "rei" ou "rainha". O que existe, na verdade, são pessoas empreendedoras, que investem, que fazem as coisas acontecerem, que têm coragem de assumir um compromisso que às vezes parece muito fora da realidade. Quando abri a The Week, não tinha nada a perder. Tinha uma mão na frente e outra atrás. Não tinha dinheiro para bancar, apenas uma economia muito pequena e, juntamente com o meu sócio (Klaus Ebone, que antes havia sido sócio de Gugu Liberato e Miguel Falabella no Fábrica 5), começamos do zero. Eu fazia as festas Toy, que tomaram um vulto muito grande, eu identifiquei que esse mercado existia, esse público, o que me apontou que dava para abrir um megaclub. Depois de seis edições da Toy no Piranha (antigo Clube Piranha, na rua Turiaçu, no bairro de Perdizes), abrimos a The Week, em um galpão branco, com uma infra-estrutura básica, não tinha nem porta, tinha umas cortinas todas rasgadas - mas com uma iluminação bacana, mais um grande bar, banheiros... Muitas pessoas torceram o nariz na época, falando "ih, isso não vai dar certo", "imagina, um galpão branco, parece um salão de festas de casamento" (risos). Fiz sem investimento nenhum. Às vezes não acreditam como eu consegui, ao longo de quatro anos, abrir três casas. As pessoas ficam se perguntando: "Como ele consegue?". A gente consegue porque foi reinvestindo. O público já estava lá.

E por que a casa "pegou"?
O grande marketing da The Week foi que, a cada final de semana, havia uma novidade diferente. Ela abriu como um galpão branco. No final de semana seguinte, já estava tudo preto, com estrutura de iluminação e de acústica diferentes, no outro já era um bar novo, um banheiro ampliado. Depois fizemos o jardim, a piscina... E todo esse investimento era feito com o próprio movimento do mês. Eu fiquei pagando contas mais de um ano, sem ter um retorno. (É servido o chá verde adoçado com mel, que regou todo o restante da entrevista.)

Quando você chegou a São Paulo, com 19 anos, qual era a sua bagagem, sua história de vida?
Sempre fui uma pessoa determinada. Eu vim para cá fazer hotelaria e com o objetivo de vencer na vida. Não sabia como. Na adolescência, passava férias na casa de uma tia, e eu gostava muito desta cidade. Em São Paulo, eu me sentia independente. Aqui, cada um é dono do seu próprio nariz. Você pode ser o que quiser ser. Isso sempre me impressionou em São Paulo (o celular toca e ele despacha uma candidata a ser sua assistente). Preciso de uma mulher com mais de 40 anos cujo marido não pegue no pé por causa dos horários malucos de quem trabalha na noite. Homem é sempre complicado. Se for gay, então, se deslumbra e, amanhã, vai querer ser eu lá na frente, e aí não vai dar... (risos). Voltando. Coloquei na minha cabeça que era aqui que venceria na vida. Não sabia como, só onde.

O que você aprendeu sobre jornalistas nesse seu tempo de assessoria?
(risos) Tem de ser amigo deles, nunca inimigo. E eu acredito que, na imprensa, você encontra amigos, não só pessoas que estão esperando o momento certo para acabar com você.

E como é trabalhar com o público gay?
É muito tranqüilo e, ao mesmo tempo, tem muito ego também. Em termos de operação, é um público que nunca me dá trabalho: não tem briga nem violência, é um público pacífico.

Você não sente uma espécie de preconceito contra os gays que freqüentam a The Week pelos gays que não freqüentam?
No meio gay existem facções, grupos diferentes: os mais modernos, os fashionistas, os mais simples, os mais musculosos, as barbies... Então, o estilo musical influencia muito. Por isso temos três DJs que são residentes na casa e tocam três sets distintos, passeando por estilos que completam a pista principal. Eu consegui trazer essa mistura para a The Week, um público muito particular, de A a Z, do mais simples ao formador de opinião high profile. De quem vai porque curte a música à barbie que vai só para tirar a camisa mesmo. Tem travestis, tem héteros. Enfim, tem todos esses perfis dentro da The Week, que tem de atingir o maior público possível.

A The Week e você sofrem patrulhamento da militância, no sentido de críticas, por atingir apenas um tipo de público, por mais que você busque uma pluralidade?
Quando falo de atingir o maior público possível, me refiro ao tamanho da casa, inclusive. Não se trata de um clube para 500, 700, 800 pessoas, no qual você pode se direcionar para um público muito específico. O Glória (boate paulistana), por exemplo, é bem específico, para um povo de moda, mais moderno, que não necessariamente freqüenta a The Week. Você vai ao (Clube) Vegas e vê um outro perfil. Já quem vai à The Week no sábado também está no D-Edge (boate paulistana), à noite, mas é outro público. Então, quando falo de clube grande, eu tenho de atrair todos os nichos. Recebo todos eles. Não sinto preconceito.

Mesmo assim, houve o episódio do fi lme Telebambis, vencedor do Show do Gongo do ano passado, do André Machado e do Evandro Santo...
Na verdade, eu acredito que o único propósito dos autores do vídeo era fazer uma coisa engraçada. Em nenhum momento passou pela cabeça deles agredir. Foi uma questão de inocência deles, usando um linguajar muito da noite, mas isso tudo tem uma seriedade, um peso. Eles não pensaram nas conseqüências. Tanto é que os dois freqüentam a The Week, sempre, principalmente o Evandro, que é uma pessoa pública e que sempre declara que adora a casa, que é o melhor lugar que tem. Então, com o vídeo, ele se contradiz, e sabe disso. O vídeo foi feito para dar risada, para "xoxar" as pessoas, para ser gongado mesmo.

Então, ser citado ali não o ofendeu...
Não é que tenha me ofendido. É que trata de um assunto muito sério. Eles falaram bobagem ali e ponto. Fiquei um pouco chateado, sim, porque me expõe, a minha imagem, a minha pessoa, colocam o meu nome sem nenhum tipo de consentimento, usaram minha imagem para falar desses assuntos... (pausa). Eu fiquei ofendido... O que foi exposto ali não faz parte do André Almada.

Esse episódio ilustra algum tipo de preconceito entre as diversas tribos gays?
Eu acho que sim. O gay é muito ego. Então, um quer ser melhor do que o outro, quer mostrar um pouco mais de vantagem que o outro, mas não rola só com o gay. Isso você encontra em qualquer lugar. Mas o gay tem um pouco a mais disso. Talvez de contar um pouco mais de vantagem, de mostrar um pouco mais de poder, que ele pode mais, que ele é mais bacana, mais descolado. Dependendo de com quem está se relacionando existe um preconceito, sim. Às vezes, por ser mais afeminado do que o outro, existe. É uma bobagem, primeiro porque eu acho que gay é gay por opção sexual, por gostar de uma pessoa do mesmo sexo. O gay também tem de se dar mais respeito no sentido de se fazer respeitar por suas atitudes. Não é um trejeito, não é ele querer colocar uma roupa mais espalhafatosa, não é andar rebolando ou querer andar de mão dada na rua que vai estabelecer esse respeito. Porque tem muita gente que faz isso para tentar chocar as pessoas. Eu acho uma bobagem... Você tem que conquistar seu espaço e seu respeito pelo que você é, pelo profissional que você é, pela pessoa que você é, pela índole que você tem, pelo caráter, pelo papel na sociedade que você desempenha, pelo seu trabalho, pelo bem que você faz aos outros. É nisso que você tem de se destacar para se dar respeito. Na verdade, a condição de ser gay é simplesmente você gostar de outra pessoa do mesmo sexo. E só: não difere em nada de ninguém, nem dos héteros. Não é querer chegar a um lugar "chegando" e chocar as pessoas, querer beijar todo mundo, ver que tem um casal hétero por perto e beijar para chocar.

E a luta para mudar isso?
Não dá para mudar o mundo em um ano, dois anos. Vai demorar muito... O buraco é muito mais embaixo... Tem igreja, sociedade, preconceito, os pais que não querem que os filhos sejam gays, porque já nasce no conceito deles de ter uma família, os filhos, dar continuidade à família, ao sobrenome. É um processo lento, que tem de ir aos poucos, conscientizando as pessoas. Mas elas têm de se dar o valor, o respeito para que possam ser respeitadas. E nem sempre o gay se dá o respeito. Seria melhor ter uma postura mais séria, mais adulta. Sem essa coisa de ficar falando "sou gay, estou levantando a bandeira mesmo". Não tem de levantar bandeira. É que não tem de ter vergonha de falar que é gay. Se você diz "sou gay", "gosto de homem" ou "gosto de mulher", tem de ser feito com naturalidade. O resto vai da sua postura mesmo. Eu acho que existe preconceito, sim, do próprio gay e da sociedade. São Paulo está muito mais tolerante com relação aos gays, pois é uma cidade à frente do seu tempo.

São Paulo, por ser uma cidade "anônima", ajuda as pessoas a se expressarem mais livremente?
Sem dúvida!

Te ajudou?
Claro, me ajudou. Aqui eu sou eu mesmo. São Paulo é bom nesse sentido, de você ter sua privacidade respeitada.

Seu sucesso causa muita inveja no universo gay?
Acho que deve causar, sim. Não sei se inveja propriamente dita, mas incômodos com certeza. Às vezes, navego por alguns sites e vejo alguns comentários de determinadas pessoas que deixam claro um recalque muito grande. Infelizmente, não aceitam o sucesso dos outros, não se conformam com o fato de você ter conseguido, de ter conquistado e de ter chegado lá, e elas não... Talvez não consigam imaginar como chegar lá. O sucesso incomoda. E não é só no Brasil, mas em qualquer lugar (toca novamente o telefone, mas agora ele resolve não atender).

Como é a relação com os concorrentes da noite?
Eu nunca me baseei na concorrência. Se você perde muito tempo em ver o que os outros estão fazendo, deixa de cuidar do seu próprio negócio. Tem de estar atento ao que está acontecendo no mercado, claro. Uma atração que vem forte no mesmo dia que você também abre, uma festa diferenciada... Daí, é preciso criar alternativas ou diferenciais para que sua noite possa fazer face à concorrência. Mas hoje eu acho que não temos uma concorrente. Outras casas abriram e isso não alterou em nada o nosso movimento. Aliás, a The Week tem se mantido cada vez maior. O público tem se reciclado, tem novas caras aparecendo, aumentado o número de pessoas. Graças a Deus, está bombando. Pensei que a abertura de novas casas pudesse abalar a minha, mas não abalou. Por isso eu digo que não tem concorrência. Mas não é por isso que a gente vai se acomodar. Ao contrário. Temos de nos aprimorar para manter o que já alcançamos.

É difícil ser André Almada?
(risos) Não, é superfácil. Sou a pessoa mais simples possível. Sou acessível às pessoas. Acho que isso é um pouco o diferencial do André Almada. Nada me sobe à cabeça. Poderia ter mudado meu comportamento, talvez até ser arrogante ou um pouco menos acessível. Mas essa sempre foi a essência do André, de falar com as pessoas. Não sou uma celebridade. Ainda sou o André simples do interior.

PROJETO DE VIDA


Um dos planos de André, que vem sendo "gestado" há alguns anos, é o Projeto Assisti, voltado a portadores de DST, inclusive Aids. "No ano que passou, pessoas próximas a mim descobriram ser portadoras do vírus. Isso acelerou o processo de eu poder, de alguma forma, ajudar essas pessoas. Hoje, o grande problema de ser portador do HIV ainda é o preconceito da sociedade. É muito duro: gente sem esclarecimento nenhum acaba se afastando dos portadores, deixando claro o preconceito. Ainda há o estigma de o portador do HIV ser alguém promíscuo, que não está dentro dos padrões 'corretos' da sociedade. Quero montar essa OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), mas ainda estou na fase de formatação. Se a vida delas muda com o vírus, o estilo de vida também tem de mudar.

Não dá para ficar por aí, se jogando, bebendo, se drogando... Pode continuar a viver a vida normal e tranqüilamente, se seguir os cuidados necessários. Quero agregar profissionais para dar esclarecimento aos portadores e aumentar a sua auto-estima, que fica abalada com a descoberta, fazendo crer que a vida acabou. Mas não: a vida mal começou. Tem muita coisa por fazer. Já faz três anos que eu tenho o projeto na cabeça. Agora, me sinto mais pronto e na obrigação de ajudar essas pessoas