Edição 5 > Diversidade

Transgênero

GLBTTT: Quem é quem nesse jogo de letras que define as identidades de gênero

Claudia Wonder

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A sigla que representa o movimento da diversidade sexual no Brasil é a GLBTTT (não obstante a discussão levantada sobre mudar a ordem das siglas na I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, realizada em junho). E muitos dizem que se o movimento incluísse todas as orientações sexuais e de identidade de gênero que existem, a sigla se tornaria uma verdadeira "sopa de letrinhas".

É verdade, porque as preferências sexuais e as identidades de gênero são muitas e bem diversificadas. Mas o que tem causado muita confusão na cabeça das pessoas menos inteiradas sobre esse assunto é o significado das letras "T" que compõem a sigla. Para quem não sabe, identidade de gênero é a autoclassificação do indivíduo como homem ou como mulher pelos modelos culturalmente estabelecidos com base no sexo biológico da pessoa. Mas, para muitos, sua identidade de gênero não corresponde ao seu sexo biológico. São pessoas classificadas como travestis, transexuais e transgêneros, daí os três Ts.

Ainda existem aquelas que, ao nascerem, não têm o sexo biológico definido nem como homem nem como mulher, classificadas como intersexos. E as pessoas que nascem com os dois sexos são classificadas como hermafroditas. Para melhor entendimento, as pessoas transexuais são aquelas que nascem com um determinado sexo mas têm a absoluta certeza de pertencerem ao sexo oposto - e a única maneira de se sentirem felizes é fazendo a cirurgia de mudança de sexo.

Já os travestis se identificam com o sexo oposto, fazem tratamentos com hormônios e silicone para transformar o corpo, mas convivem em harmonia com seus genitais e não necessitam da operação como complemento. Transgêneros são pessoas que se identificam com seu sexo biológico mas gostam de transitar para o sexo oposto por prazer ou por trabalho artístico.

Nesse grupo se encaixam os transformistas, as drag queens, os cross-dressers e as caricatas. Ufa, quantas definições! Isso tudo é teoria, mas vamos à prática saber da boca de quem vive as dualidades sexuais o que existe por trás desse imenso espectro dos gêneros. É babado forte!

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