Revista DOM


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Olé, Madri
Olé, Madri

Conheça as delícias da cidade espanhola

Posted 01 Jun, 2009
Viagem . edição 13 . 01 Jun, 2009

POR GUSTAVO PINHEIRO

Se fosse escrita hoje, a letra de Vaca Profana, de Caetano Veloso, não estaria fora de época. “Segue a Movida madrileña”, como anunciou o compositor baiano, em referência ao movimento de renovação cultural acontecido em Madri no começo dos anos 1980 e que apresentou uma nova geração de artistas anárquicos. Entre os líderes da Movida, está o hoje oscarizado Pedro Amodóvar. Quase 30 anos depois, Madri segue viva, criativa e animada, como nos melhores anos do movimento.

Na gastronomia, nas artes e na vida noturna, a capital europeia puxou para si o papel de lançadora de tendências. É esta a Madri que os turistas encontram hoje, principalmente os gays: a despeito de ser um dos países mais católicos do mundo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido por lei e está avançada a discussão de adoção de crianças por homossexuais.

Basta uma caminhada pela Gran Vía para ter certeza de como a cidade pulsa. Principal avenida de Madri, ela está sempre cheia de gente, seja às 2 da tarde ou às 3 da manhã. Cinemas, teatros, restaurantes e hotéis estão espalhados pela avenida, que começa no bairro de Chueca, praticamente uma república gay dentro da capital espanhola.

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